Gostava de ajudar a traduzir o excelente texto de um link que usei no último assunto, que desmistificava uma série de preconceitos relacionados com as FR: http://cgmrb.blogspot.pt/2013/10/cloth-diaper-washing-myth-busters.html?m=1
O link leva-nos até um artigo escrito em Outubro de 2013, intitulado "The Top 10 Cloth Diapering Myths" (O Top 10 de Mitos relacionados com as Fraldas Reutilizáveis). Desmistifica duas mãos cheias de preconceitos. Entre eles, os mais comuns.
Com base no artigo, aqui exponho alguns dos mitos que mais se ouvem:
- "A lavagem de FR leva horas a fio, é complicada e requer demasiados detalhes."
- "Não se deve misturar as FR com o resto da roupa, aliás, as FR têm de ser lavadas à mão ou pelo menos ser postas de molho antes de lavar na máquina."
- "Tem de se comprar um detergente próprio para a lavagem de FR."
- "A Lixívia é demoníaca, e deteriora as FR."
- "Demasiado detergente entope as FR e provoca o mau cheiro. Só se pode usar 1/4 do detergente recomendado."
- "Tem de se usar demasiada água para lavar FR."
- "Tem de se estar constantemente a usar tratamentos de choque para desinfetar FR."
- "As FR saem caro."
- "As creches não aceitam FR."
Primeiro, as FR esperam no máx. 3 dias a seco até serem lavadas na máquina juntamente com o resto da roupa! Não de molho e não à mão. Cá em casa não chega a tanto, e faço máquina dia sim dia não. Há sempre roupa, lençóis, toalhas, etc... que se acumulam.
Alguns destes aspectos, tratei-os no assunto anterior. Embora nunca seja demais relembrar. Nos grupos de Facebook em que participo, relacionados com o uso de FR, apercebi-me de que as mães que menos usam os detergentes ecológicos são, na sua maioria, as que há mais tempo usam FR. Percebi também que os evitam por experiência, porque chegaram à conclusão de que não são tão eficazes quanto os detergentes normais, sobretudo porque têm em falta ingredientes essenciais a uma lavagem eficaz, como as enzimas. Posto isto, passo à análise do link.
B A BA: Há determinados aspetos em relação à lavagem de roupa, particularmente à lavagem da roupa do bebé, que se deve ter em consideração, e é preciso saber identificar os cheiros e as manchas que permanecem após cada lavagem. Uma fralda não ficou bem lavada quando sai da máquina com cheiro a amónia e/ou manchas demasiado evidentes. Por outro lado há pequenas manchinhas que às vezes nem com o sol saem (corar ao sol resolve grande parte delas, fica a dica!), e que se consegue tirar com oxiaction (ou mesmo Fairy verde para loiça) aplicado directamente em cima delas antes de irem à máquina. Tal como acontece com o resto da roupa. E há aquelas que mesmo assim insistem, como já pudemos perceber através de uma camisola clarinha, ou calças, etc, e que nos leva a passar a usar essa peça de roupa só em casa, ou para dormir. Essa peça às tantas deixamos de a considerar suja, apesar de continuar a ter essa manchinha. Aqui há tempos levei um vestido branco a uma lavandaria porque tinha uma mancha castanha clara que não saía por nada deste mundo, e na lavandaria disseram logo "É uma mancha encardida, estas manchas férreas não têm meio de sair. Nada a fazer..." Vestido limpinho, com inúmeras lavagens sobrepostas, para sempre manchado. (pena, era bem bonito!)
Então, mas precisamos de um detergente específico para FR? Quando usava detergente ecológico, as nossas FR saíam da máquina sempre com algum cheirinho a amónia (ao que eu identifico como uma espécie de aroma amendoado) e, depois de usadas, ficavam com um cheiro tão forte que picava o nariz e feria os olhos. Tal como diz o link, "this is the biggest myth ever!" (este é o maior de todos os mitos) e, tal como a bloguista, também eu sou culpada por acreditar nisto por tanto tempo, e por gastar tanto dinheiro extra num esquema que não estava a resultar. Diz a bloguista que, a dada altura, decidiu espreitar os ingredientes do detergente ecológico que tinha em casa, e apercebeu-se que afinal tratava-se apenas de um aglomerado de "amolecedores de água" e algum oxiclean, coisa que se pode fazer em casa por um par de cêntimos. Concluiu, e com isto concordo em pleno, que toda esta teoria relacionada com a necessidade de um detergente especial não passa de uma estratégia de marketing. De facto, grande parte destes produtos é produzida pelas próprias marcas de FR (sim, o mundo das FR não é feito de santinhos). A BumGenius vende o seu próprio detergente, a Thristies também, e o Rockin Green já começou a entrar com outros produtos (agora também está a vender liners descartáveis, mais um bocadinho, e começa a lançar a sua gama de FR). Em contrapartida, outras marcas de FR usam a estratégia contrária. A GroVia, a Rumparooz, a Fuzzy Buns, a Bummis, mais umas quantas marcas, por exemplo, já começaram a considerar o Tide original (entre outros), na boa tentativa de acompanhar a evolução do uso destas fraldas. O link acima dá-nos acesso ao discurso de cada uma destas marcas. Vale a pena espreitar! :)
Podemos, portanto, usar qualquer tipo de detergente, desde que este não tenha amaciadores ou condicionadores à mistura, e desde que o rabinho do nosso bebé não reaja mal (e toda a sua pele, na verdade, porque ao lavar a restante roupa, também pode haver reacção que não na zona da fralda). Como disse também no assunto anterior sobre a minha logística, a má lavagem - a amónia - assa muito mais do que qualquer detergente compatível com o nosso bebé, entope e deteriora muito mais do que qualquer outra coisa! E ainda, deixa as fraldas sujas.
Podemos usar Lixívia, OxiAction, entre outros? Claro! Eu uso um bocadinho de OxiAction em cada lavagem. Se calhar exagero, mas o único mal que estou a fazer será, provavelmente, desperdiçar por extra zelo, porque até agora ainda não estraguei nada. Desta forma, dou conta das manchas que, com detergentes ecológicos, não saem. Dica preciosa: o sol também ajuda! Mas como nem sempre faz sol, temos o apoio dos vários OxiActions e afins. A Lixívia, só usei nos absorventes, quando os tive de desinfectar a 95º pelos motivos que partilhei no tema anterior. Com capas, não vale a pena, e com lavagens bem feitas deixamos de precisar da Lixívia, pois também os absorventes deixam de acumular amónia. Para ajudar com esta dúvida, aqui fica outro blog: http://largebummies.blogspot.pt/2012/04/bleach-its-ok-to-use.html
Acerca da quantidade de detergente, outro mito disparatado, parece-me a mim que é uma ideia iniciada pelas tais marcas de detergentes ecológicos que, ao vender pacotes tão caros, procuram convencer de que "no fundo se poupa pelo facto de só se usar uma colher de sopa de cada vez". Ora estes detergentes por si só já lavam tão mal com uma caneca inteira, iam agora resultar só com uma colher de sopa? Mais uma de sobremesa do RESPECTIVO anti-amónia?! Poupem-me. Pois, poupem-me porque eu experimentei e não resultou, claro! Experimentei tanto, que acabei por dar cabo da impermeabilidade de 6 boas fraldas... porque ao tentar adoptar à força os detergentes ecológicos tive de lavar com alguma frequência algumas fraldas acima dos 40º. Nem sei porque é que não deitei logo o pacote no lixo! Já com o Tide original, que é o que tenho usado ultimamente (e já com o Xau Max 3, que usei anteriormente ao Tide), nunca mais tive de fazer lavagens acima dos 40º.
As fraldas, repito, são tão roupa quanto o resto da roupa e, como tal, não têm de ser tratadas de forma diferente. Os pacotes de detergente costumam indicar a quantidade ideal conforme cada tipo de água, eu aconselho a segui-los.
A Gro-Via tem vindo a subir bastante na minha consideração. Não só recomenda o uso de detergente normal, como também o uso de quantidades normais, e não ridículas. Neste site http://www.gro-via.com/blog/enough-stripping-already/, dão-nos conselhos muito úteis que, mais uma vez, acabam por nos levar à conclusão de que afinal é tudo o que já sabiamos!
Convém que se dê às fraldas uma pré-lavagem e/ou um enxaguamento extra (separados por um ciclo normal de lavagem). Diz também neste site que, para qualquer roupa especialmente suja ficar bem lavada tem de estar às voltas em detergente durante pelo menos 45 min. Sem exagerar no gasto de água, porque também não é preciso. Um programa normal com pré-lavagem e/ou enxaguamento extra dão conta do recado. Cá em casa, cada lavagem dura um total de 3h00 aprox (lavagem-longa+enxaguamento-extra), porque a minha máquina nova é toda "à frentex" e tem programas ecológicos. Posso fazer o mesmo num programa de 1h30, mas gasto mais energia. Mas enfim, só para dizer que cada máquina tem o seu método, e que cada um tem de se adaptar ao que tem em casa. Em princípio, qualquer máquina conseguirá lavar eficazmente FR, desde que não esteja a dar o berro (as americanas alertam apenas para as novas "HE-Machine", que são muito automáticas e etc mas depois dão uma data de problemas, mas frente a isto estou às cegas).
Não precisamos de ter medo das FR que, mesmo apesar de usar liners descartáveis para pôr o cocó directamente na retrete, poderão ficar eventualmente um bocado sujas. Sejam elas encaradas da mesma forma que os bodies que apanham fugas das grossas, que também não vamos estar a deitar no lixo. Se precisar, passo uma chuveirada (o bodie, a fralda, as calças, os collants que apanharam com fugas de cocó) e ponho-os directamente na máquina. Ou se ainda estou a acumular roupa, deixo essas peças ao ar, em espera, à frente da máquina. Nunca ficam por muito tempo. Com apenas 3 cá em casa, já acabava por lavar a roupa dia sim dia não (a partir do 2º filho, às vezes até tenho de fazer 2 máquinas no mesmo dia. lol).
Há ainda a questão do bebé que é exclusivamente amamentado: normalmente as suas fraldas de cocó vão directamente para a máquina, sem precisarem sequer de qualquer tipo de chuveirada. Tudo o que sai deles é resto de leite materno, e dissolve-se por completo na lavagem. Sem medo!
Na questão do preço, proponho a leitura do meu assunto "Os ECOS das nossas Fraldas." (um dos ECOS é o económico).
Na questão da creche, a menos que o regulamento o proíba, a menos que indique o tipo de fraldas que o bebé pode usar ou não nesse estabelecimento, as FR têm de ser aceites. Nós por cá tivemos grandes aventuras com a creche (vou deixar isso para outro dia), e no final obviamente saímos a ganhar! Para as creches em que as FR são uma "novidade" (apesar de em tempos já terem trabalhado em exclusivo com FP), novos casos são-lhes situações positivas, no sentido em que as alerta para um novo hábito que é cada vez mais comum. Na nossa creche, passámos de lobos maus para promotores do desenvolvimento. Lentamente, hão de se ir renovando (senão também começam a ficar para trás no tempo). Quanto às creches que estabelecem no respectivo regulamento a proibição das FR, "paz à sua alma" e vou procurar outra escola.
É como dizem os americanos: K.I.S.S. - "Keep It Simple and Stupid". Estas coisas, para funcionarem bem, têm de ser fáceis. Sobretudo quando fazem parte da rotina diária. Quando não o são, é sinal de que algo não está bem (ou não está no seu ideal), e precisa de um ajuste. Não deixem de visitar o artigo que inspirou este assunto, exposto no início, e sobretudo os vários sites que lá se encontram. Há uma data de surpresas agradáveis à vossa espera! :)
- "A lavagem de FR leva horas a fio, é complicada e requer demasiados detalhes."
- "Não se deve misturar as FR com o resto da roupa, aliás, as FR têm de ser lavadas à mão ou pelo menos ser postas de molho antes de lavar na máquina."
- "Tem de se comprar um detergente próprio para a lavagem de FR."
- "A Lixívia é demoníaca, e deteriora as FR."
- "Demasiado detergente entope as FR e provoca o mau cheiro. Só se pode usar 1/4 do detergente recomendado."
- "Tem de se usar demasiada água para lavar FR."
- "Tem de se estar constantemente a usar tratamentos de choque para desinfetar FR."
- "As FR saem caro."
- "As creches não aceitam FR."
Primeiro, as FR esperam no máx. 3 dias a seco até serem lavadas na máquina juntamente com o resto da roupa! Não de molho e não à mão. Cá em casa não chega a tanto, e faço máquina dia sim dia não. Há sempre roupa, lençóis, toalhas, etc... que se acumulam.
Alguns destes aspectos, tratei-os no assunto anterior. Embora nunca seja demais relembrar. Nos grupos de Facebook em que participo, relacionados com o uso de FR, apercebi-me de que as mães que menos usam os detergentes ecológicos são, na sua maioria, as que há mais tempo usam FR. Percebi também que os evitam por experiência, porque chegaram à conclusão de que não são tão eficazes quanto os detergentes normais, sobretudo porque têm em falta ingredientes essenciais a uma lavagem eficaz, como as enzimas. Posto isto, passo à análise do link.
B A BA: Há determinados aspetos em relação à lavagem de roupa, particularmente à lavagem da roupa do bebé, que se deve ter em consideração, e é preciso saber identificar os cheiros e as manchas que permanecem após cada lavagem. Uma fralda não ficou bem lavada quando sai da máquina com cheiro a amónia e/ou manchas demasiado evidentes. Por outro lado há pequenas manchinhas que às vezes nem com o sol saem (corar ao sol resolve grande parte delas, fica a dica!), e que se consegue tirar com oxiaction (ou mesmo Fairy verde para loiça) aplicado directamente em cima delas antes de irem à máquina. Tal como acontece com o resto da roupa. E há aquelas que mesmo assim insistem, como já pudemos perceber através de uma camisola clarinha, ou calças, etc, e que nos leva a passar a usar essa peça de roupa só em casa, ou para dormir. Essa peça às tantas deixamos de a considerar suja, apesar de continuar a ter essa manchinha. Aqui há tempos levei um vestido branco a uma lavandaria porque tinha uma mancha castanha clara que não saía por nada deste mundo, e na lavandaria disseram logo "É uma mancha encardida, estas manchas férreas não têm meio de sair. Nada a fazer..." Vestido limpinho, com inúmeras lavagens sobrepostas, para sempre manchado. (pena, era bem bonito!)
Então, mas precisamos de um detergente específico para FR? Quando usava detergente ecológico, as nossas FR saíam da máquina sempre com algum cheirinho a amónia (ao que eu identifico como uma espécie de aroma amendoado) e, depois de usadas, ficavam com um cheiro tão forte que picava o nariz e feria os olhos. Tal como diz o link, "this is the biggest myth ever!" (este é o maior de todos os mitos) e, tal como a bloguista, também eu sou culpada por acreditar nisto por tanto tempo, e por gastar tanto dinheiro extra num esquema que não estava a resultar. Diz a bloguista que, a dada altura, decidiu espreitar os ingredientes do detergente ecológico que tinha em casa, e apercebeu-se que afinal tratava-se apenas de um aglomerado de "amolecedores de água" e algum oxiclean, coisa que se pode fazer em casa por um par de cêntimos. Concluiu, e com isto concordo em pleno, que toda esta teoria relacionada com a necessidade de um detergente especial não passa de uma estratégia de marketing. De facto, grande parte destes produtos é produzida pelas próprias marcas de FR (sim, o mundo das FR não é feito de santinhos). A BumGenius vende o seu próprio detergente, a Thristies também, e o Rockin Green já começou a entrar com outros produtos (agora também está a vender liners descartáveis, mais um bocadinho, e começa a lançar a sua gama de FR). Em contrapartida, outras marcas de FR usam a estratégia contrária. A GroVia, a Rumparooz, a Fuzzy Buns, a Bummis, mais umas quantas marcas, por exemplo, já começaram a considerar o Tide original (entre outros), na boa tentativa de acompanhar a evolução do uso destas fraldas. O link acima dá-nos acesso ao discurso de cada uma destas marcas. Vale a pena espreitar! :)
Podemos, portanto, usar qualquer tipo de detergente, desde que este não tenha amaciadores ou condicionadores à mistura, e desde que o rabinho do nosso bebé não reaja mal (e toda a sua pele, na verdade, porque ao lavar a restante roupa, também pode haver reacção que não na zona da fralda). Como disse também no assunto anterior sobre a minha logística, a má lavagem - a amónia - assa muito mais do que qualquer detergente compatível com o nosso bebé, entope e deteriora muito mais do que qualquer outra coisa! E ainda, deixa as fraldas sujas.
Podemos usar Lixívia, OxiAction, entre outros? Claro! Eu uso um bocadinho de OxiAction em cada lavagem. Se calhar exagero, mas o único mal que estou a fazer será, provavelmente, desperdiçar por extra zelo, porque até agora ainda não estraguei nada. Desta forma, dou conta das manchas que, com detergentes ecológicos, não saem. Dica preciosa: o sol também ajuda! Mas como nem sempre faz sol, temos o apoio dos vários OxiActions e afins. A Lixívia, só usei nos absorventes, quando os tive de desinfectar a 95º pelos motivos que partilhei no tema anterior. Com capas, não vale a pena, e com lavagens bem feitas deixamos de precisar da Lixívia, pois também os absorventes deixam de acumular amónia. Para ajudar com esta dúvida, aqui fica outro blog: http://largebummies.blogspot.pt/2012/04/bleach-its-ok-to-use.html
Acerca da quantidade de detergente, outro mito disparatado, parece-me a mim que é uma ideia iniciada pelas tais marcas de detergentes ecológicos que, ao vender pacotes tão caros, procuram convencer de que "no fundo se poupa pelo facto de só se usar uma colher de sopa de cada vez". Ora estes detergentes por si só já lavam tão mal com uma caneca inteira, iam agora resultar só com uma colher de sopa? Mais uma de sobremesa do RESPECTIVO anti-amónia?! Poupem-me. Pois, poupem-me porque eu experimentei e não resultou, claro! Experimentei tanto, que acabei por dar cabo da impermeabilidade de 6 boas fraldas... porque ao tentar adoptar à força os detergentes ecológicos tive de lavar com alguma frequência algumas fraldas acima dos 40º. Nem sei porque é que não deitei logo o pacote no lixo! Já com o Tide original, que é o que tenho usado ultimamente (e já com o Xau Max 3, que usei anteriormente ao Tide), nunca mais tive de fazer lavagens acima dos 40º.
As fraldas, repito, são tão roupa quanto o resto da roupa e, como tal, não têm de ser tratadas de forma diferente. Os pacotes de detergente costumam indicar a quantidade ideal conforme cada tipo de água, eu aconselho a segui-los.
A Gro-Via tem vindo a subir bastante na minha consideração. Não só recomenda o uso de detergente normal, como também o uso de quantidades normais, e não ridículas. Neste site http://www.gro-via.com/blog/enough-stripping-already/, dão-nos conselhos muito úteis que, mais uma vez, acabam por nos levar à conclusão de que afinal é tudo o que já sabiamos!
Não precisamos de ter medo das FR que, mesmo apesar de usar liners descartáveis para pôr o cocó directamente na retrete, poderão ficar eventualmente um bocado sujas. Sejam elas encaradas da mesma forma que os bodies que apanham fugas das grossas, que também não vamos estar a deitar no lixo. Se precisar, passo uma chuveirada (o bodie, a fralda, as calças, os collants que apanharam com fugas de cocó) e ponho-os directamente na máquina. Ou se ainda estou a acumular roupa, deixo essas peças ao ar, em espera, à frente da máquina. Nunca ficam por muito tempo. Com apenas 3 cá em casa, já acabava por lavar a roupa dia sim dia não (a partir do 2º filho, às vezes até tenho de fazer 2 máquinas no mesmo dia. lol).
Há ainda a questão do bebé que é exclusivamente amamentado: normalmente as suas fraldas de cocó vão directamente para a máquina, sem precisarem sequer de qualquer tipo de chuveirada. Tudo o que sai deles é resto de leite materno, e dissolve-se por completo na lavagem. Sem medo!
Na questão do preço, proponho a leitura do meu assunto "Os ECOS das nossas Fraldas." (um dos ECOS é o económico).
Na questão da creche, a menos que o regulamento o proíba, a menos que indique o tipo de fraldas que o bebé pode usar ou não nesse estabelecimento, as FR têm de ser aceites. Nós por cá tivemos grandes aventuras com a creche (vou deixar isso para outro dia), e no final obviamente saímos a ganhar! Para as creches em que as FR são uma "novidade" (apesar de em tempos já terem trabalhado em exclusivo com FP), novos casos são-lhes situações positivas, no sentido em que as alerta para um novo hábito que é cada vez mais comum. Na nossa creche, passámos de lobos maus para promotores do desenvolvimento. Lentamente, hão de se ir renovando (senão também começam a ficar para trás no tempo). Quanto às creches que estabelecem no respectivo regulamento a proibição das FR, "paz à sua alma" e vou procurar outra escola.
É como dizem os americanos: K.I.S.S. - "Keep It Simple and Stupid". Estas coisas, para funcionarem bem, têm de ser fáceis. Sobretudo quando fazem parte da rotina diária. Quando não o são, é sinal de que algo não está bem (ou não está no seu ideal), e precisa de um ajuste. Não deixem de visitar o artigo que inspirou este assunto, exposto no início, e sobretudo os vários sites que lá se encontram. Há uma data de surpresas agradáveis à vossa espera! :)
